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Hemorróidas



As hemorróidas podem causar uma sensação de que o reto não está completamente vazio e dar assim a sensação de ter de defecar novamente. É melhor resistir a este estímulo.

Principalmente na fase inicial, as hemorróidas podem ser controladas seguindo estas simples regras.

Tratamentos médicos

Pomadas, cremes e supositórios

Existem diversas preparações medicamentosas e especialidades farmacêuticas de uso corrente. "Não tratam" das hemorróidas, mas podem aliviar sintomas tais como dor, desconforto e prurido:

  • Pomadas emolientes, cremes ou supositórios podem aliviar o desconforto.
  • Preparações que contêm anestésico locais (por ex. lidocaína) são úteis no caso de dor: devem ser empregadas apenas por curto prazo (5-10 dias) dado que podem causar irritação ou sensibilização se empregadas durante muito tempo.
  • Preparações tópicas que contêm corticosteróides podem ser prescritas pelo médico no caso de inflamação. Reduzir a inflamação pode ser útil para atenuar o ardor e o prurido. Mesmo as preparações não devem ser empregadas durante muito tempo.

Tratamento oral
Medicamentos administrados oralmente, tais como flavonóides semi-sintéticos, podem ajudar a melhorar o tom venoso, diminuir a permeabilidade vascular e a inflamação.

Tratamentos instrumentais ou ambulatórios

Os tratamentos instrumentais são realizados no primeiro estágio da doença hemorroidária sintomática. Estes tratamentos são indicados para as almofadas hemorroidárias internas situadas sobre a linha dentada e por conseguinte sem terminações nervosas sensíveis à dor. Se corretamente realizados, estes tratamentos instrumentais não são dolorosos.
Os tratamentos instrumentais mais comuns são a ligadura elástica e a escleroterapia injetável.

Ligadura elástica
Habitualmente, este é um tratamento instrumental ambulatório que consiste na introdução de um anel elástico na base do pedículo hemorroidário provocando um estrangulamento que conduz à necrose do pedículo que se solta em poucos dias. O tecido na base das hemorróidas, por conseguinte, cicatriza-se.

Anel Elástico
Pequenas complicações tais como: leve indisposição anoretal que se resolve espontaneamente; dor intensa imediatamente após a laqueação que indica que o anel foi mal posicionado, como acima referido; trombose hemorroidária (muito dolorosa); deslocação do anel elástico; pequeno sangramento e úlceras mucosas.
As complicações graves são muito raras e podem incluir: retenção urinária, sangramento retal, abcessos perianais e sepse pélvica. Tais complicações verificam-se em cerca 2-3% dos casos; a mais frequente é uma hemorragia retal abundante que necessita de internação em hospital e que se verifica, geralmente, no décimo dia após a laqueação.

 

Escleroterapia injetável
A escleroterapia é uma alternativa ao anel elástico e conduz a uma redução do fluxo de sangue ao pedículo hemorroidário reduzindo o seu volume e a uma fixação da mucosa aos planos profundos, reduzindo o prolapso.
Complicações: as mais comuns são: indisposição anoretal transitória e pequena hemorragia retal nos primeiros dias imediatamente após a esclerose.                  
Complicações mais graves são raras podendo incluir a formação de abcessos sub-mucosos, presença de sangue nas urinas e impotência, resultado este de injeções em posição não correta.

 

Coagulação por infravermelhos, Crioterapia
Estas podem ser duas alternativas de tratamentos instrumentais ambulatórios aos dois tratamentos acima referidos, apesar de serem menos praticados e menos populares em relação ao anel elástico ou à escleroterapia.

Embora os tratamentos instrumentais possam ser menos dolorosos e mais tolerados em relação às cirurgias tradicionais, não são eficazes para todos os graus da doença e apresentam uma elevada taxa de recidivas.

 

Cirurgias tradicionais
Milligan Morgan et Ferguson
As cirurgias tradicionais consistem em remover as almofadas hemorroidárias com ligadura cirúrgica na base. Tais técnicas, se bem realizadas, são eficazes e permanentes, dado que eliminam as almofadas hemorroidárias internas e as bolsas hemorroidárias externas.
Tais técnicas, contudo, resultam ser muito dolorosas no período do pós-operatório pois deixam na região perianal três feridas que provocam extrema dor durante a evacuação.
As técnicas de hemorroidectomia mais praticadas são as de Milligan-Morgan e de Ferguson.
Na Milligan-Morgan, as feridas consequentes à operação são deixadas abertas de modo que se cicatrizem espontaneamente.
Na Ferguson, as feridas são fechadas com sutura contínua.
As complicações são bastante raras, mas podem ser graves, tais como estenose anal, hemorragia à distância, incontinência de diverso grau.

Hemorroidopexia por grampeamento
O desenvolvimento deste novo procedimento foi a primeira tentativa de resolver o problema das hemorróidas prolapsadas sem excisão ou ligadura de tecido hemorroidário.
A técnica, desenvolvida pelo Dr. Longo nos anos 90 serve-se de um grampeador circular e é menos dolorosa e mais "fisiológica" da hemorroidectomia tradicional dado que não retira as almofadas hemorroidárias.
Comporta, contudo, algumas complicações específicas tais como uma não negligenciável percentagem de hemorragia pós-operatória, dor anoretal persistente, urgência defecatória, e, em alguns dos casos, perfuração rectal.

THD - a cirurgia indolor para as hemorróidas
A desarterialização hemorroidária trans-anal é a menos invasiva entre as técnicas cirúrgicas para o tratamento das hemorróidas, dado que não comporta a excisão de tecido, mas apenas a aplicação de pontos internos de sutura na mucosa retal, numa região insensível à dor.
Esta técnica cirúrgica das hemorróidas utiliza a aparelhagem especial THD que permite localizar os ramos terminais da artéria retal e sua conseguinte ligação com pontos de sutura. No caso de prolapso, além da ligação dos ramos da artéria retal superior, associa-se uma pepsia, ou seja, reposicionamento da mucosa em sua sede natural.

Advertência: Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde. As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

 




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